10 de dez de 2010

MAITENA



Maitena fala sobre os dilemas e agruras da mulher moderna com a autoridade de quem viveu intensamente os modismos e mudanças de padrões de comportamento desde a década de 60. Essa é uma das principais razões para que as mulheres se identifiquem tão facilmente com as suas personagens.
Nascida numa família de classe média de Buenos Aires, Maitena Inés Burundarena nasceu em maio de 1962 na capital argentina. A mãe, arquiteta, foi quem a estimulou a desenhar. O pai, engenheiro, católico e de direita, foi ministro no último governo da ditadura militar, o do general Viola, que incorporou nove civis. “Ele devia ter dito não, mas a vaidade o fez aceitar porque morria de vontade de ser ministro da Educação. A muito custo, reconheceu seu erro”, diz ela.
Casou-se pela primeira vez muito cedo, “porque ele entendia minhas piadas”. Com 19 anos já era mãe de dois filhos (do primeiro, foi mãe solteira aos 17). Aos 24 estava separada.
A partir dos anos 80, a cartunista portenha que é autodidata ganhou o mundo: a porta da frente foram revistas undergrounds, obras infantis, tiras em jornais e, na ponta do tapete vermelho, os livros que, se antes se resumiam à comunidade de língua espanhola e portuguesa, agora conquistam também francos e anglo-saxões.
Hoje, Maitena está em seu quarto casamento e divide-se entre o trabalho em Buenos Aires e sua casa, num povoado uruguaio. Com o atual marido teve mais uma filha, que está com três anos (seu primogênito tem 23 e a filha do primeiro casamento, 21 anos).
Se uma época marcou a entrada de Maitena no mundo das artes gráficas, essa foi a década de 80, quando publicou quadrinhos eróticos em revistas underground, como a Makoki, de Barcelona, e Sex Humor, Fierro, Humor e Cerdos y Peces, argentinas. Seu currículo também inclui roteiros para a televisão e uma boa experiência com a culinária (hoje um hobby): foi dona de um quiosque 24 horas e de um restaurante. A primeira tira cômica, Flo, saía no diário Tempo Argentino. Os trabalhos dessa época foram compilados no livro Y en este rincón, las mujeres.
Até que, em 1992, a revista feminina líder da Argentina, Para Ti, propôs a Maitena fazer uma página de humor semanal. Assim nasceram as personagens de Mulheres alteradas. Em 1999, um ano depois da estréia no diário La Nación, começou a carreira internacional das mulheres enlouquecidas de Maitena: a revista dominical do espanhol El País, a El País Semanal, passa a publicar suas tiras.

No argentino La Nacíon, as tiras de Maitena, que são publicadas desde 1998, levam o nome de Superadas – termo que seu pai usava para as mulheres divorciadas, que tomavam anticoncepcionais ou que faziam psicanálise. Atualmente, outros diários argentinos também publicam as tiras, como o La Voz Del Interior, de Córdoba, e Los Andes, de Mendoza. O El Pais, do Uruguai, e a revista espanhola El Jueves também publicam Superadas, que teve 150 tiras compiladas em livro a ser lançado futuramente no Brasil pela Rocco. Na Argentina, o livro vendeu mais de 40 mil exemplares em um mês.
Cabeleireiro: "- E aí? O que faço?"
Ela: "- Um milagre!"



"- Claro que sei que ele anda com outra, mas acabamos faz meses,  portanto,
pouco me importa!!"


FONTE:
www.rocco.com.br/maitena2.htm



FALAR MAIS O QUÊ SE A MULHER É UMA VERDADEIRA SURTADA?!?
BEIJOS SURTADOS
E HOJE É SEXTA-FEIRA!
PODEM ALOPRAR ...
TÁ LIBERADO!