12 de dez de 2010

COMPRE! COMPRE! COMPRE!




Essa é a época do ano que eu mais detesto! Nem sempre foi assim, até que gostava... mas cansa essa balbúrdia de compras e mais compras e mais compras!!!! Só de pensar cansa! E sair para as tais compras? Que coisa mais... como direi? 
Chata? Deprimente? Broxante?
Sigam o raciocínio:
1. Damos presentes para quem gostamos, portanto, não precisa ser em um período específico. Basta que tenhamos dinheiro quando queremos dar um presente a alguém.
2. Dependendo da amizade ou do carinho que temos por uma pessoa, o presente é algo relativo, a presença é mais importante.
3. Quando estamos no período de Natal, a probabilidade de você ganhar um presente que nunca irá usar ou de não ganhar nada é muito grande, principalmente, depois que você soube que Papai Noel não existe.
4. Nas semanas que antecedem o Natal, as ruas, as lojas, o trânsito estão impossíveis! Além do detalhe que seu ouvido virou penico com as musiquinhas natalinas tipo  'ding-on-bell'....
5. Você sempre esquece de comprar o presente daquele seu parente chato, só lembra disso quando estão todos ao redor da árvore esperando seu nome ser dito.... e lá vai você inventar um arremedo de presente rapidinho, senão o chato fica com os beiços lá nos joelhos!
6. No dia seguinte, o que sobrou foram quilos e mais quilos de papel de presente amassados, rasgados e espalhados por toda a casa, uma pilha de louça para lavar e uma puta de uma azia que nem pastilha de  magnésia bisurada vai ser capaz de resolver...

Depois disso, me digam: "- Como gostar do Natal?", desse tipo de Natal que vemos hoje? Os mais otimistas irão dizer que apenas pessoas  pobres de espírito e ateias não gostam do Natal. Os diplomáticos vão tascar um "Cada um tem a sua opinião...", os natalinos de carteirinha vão direto no ponto: "Sempre tem um espírito de porco para atrapalhar!" e, finalmente, os cretinos e hipócritas vão dizer à boca pequena que você é uma mal-amada... 
Mas o principal ninguém percebe que isso tudo virou um grande comércio, um grande oba-oba de dívidas, que nem sempre alguns conseguem dar fim. Pior, vai sempre ter alguma pessoa que não gostou do presente, porque mais parecia uma lembrancinha ou outra vai questionar que tinha pouca variedade de comida. Só que ninguém se dá conta do custo  que as festividades de Natal provocam; muitas pessoas querem o melhor, acham que a reunião da família é o que mais importa e que isso tudo compensa o dinheiro que (nem sempre se tem) vai ser gasto. 
Respeito muito essas pessoas, até porque já fui uma delas. Adorava preparar a ceia, começar a comprar os presentes já no início de novembro, montar a árvore de Natal e espalhar enfeites pela casa e deixar tudo prontinho e maravilhoso para quando o dia 25 chegasse... então, o que mudou?
Podemos dizer que fiquei mais cínica e incrédula com os sentimentos e intenções das pessoas, me tornei mais seletiva e aprendi a ver quem realmente me importava e era merecedora do meu afeto. Porque Natal não é apenas "COMPRE! COMPRE! COMPRE!", mas um período em que você dá e recebe um abraço mais forte e um afeto mais singelo, como que reforçando todos os abraços e demonstrações de carinho que deu e recebeus todos os dias do ano... sem que para isso você precise gastar horrores com presentes para pessoas que nem mesmo se importam em retribuir, apenas querem receber....



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beijos surtados
e um bom domingo!
regina