25 de dez de 2016

ME DESCULPEM, MAS FODA-SE O NATAL!


Pedi desculpas no título porque não quero que me entendam mal. Afinal, desejei ontem a inúmeras pessoas que passassem um belo Natal. Foi de coração e sincero.
Não sou hipócrita, mas também não sou idiota.
Para àqueles que nem vão ler esse texto, mas vão ler o título nas redes sociais e vão achar um "ABSURDO!", um "ONDE JÁ SE VIU?", por favor sintam-se à vontade para me bloquearem, excluírem ou a porra que quiserem.
Se vocês têm os dedinhos nervosos, eu também tenho.
Além dos nervos, tenho a fúria.
Pronto, passada a BULA aos idiotas!

Agora vamos ao que interessa.
Foda-se o Natal sim!
Por quê?
Porque existem pessoas que se importam, que gostam, que lembram realmente do que se trata essa data. Seja da religião que forem. Pouco importa. Importa que para essas pessoas é um momento de reflexão, de respirar fundo, de perdoar e de ser perdoado. É o momento daqueles que acreditam. Portanto, é o momento de respeitar.
Daí, sempre tem um Zé ruela da vida que não concorda, que deixa claro que está apenas de corpo presente, que quer estragar a festa...

Para outras pessoas é momento de lembrar àqueles que não mais estão entre nós, de sentir saudades, de chorar, de sentir tristeza por tudo aquilo que queriam ter feito e não fizeram.

Assim, segue-se a vida.

Para pessoas como eu, é o momento de ir dormir cedo, acordar mais cedo ainda e pensar "Foda-se!", simplesmente porque tudo mudou. O Natal é lindo para as crianças, para quem ainda acredita, quem tem uma certa dose de pureza na alma, mesmo já sendo adulto. Portanto, vamos respeitar também.

O restante é um emaranhado de abraços e beijos falsos, de meios sorrisos por presentes inúteis ou cafonas, de não saber o que estamos fazendo aqui, mas somos obrigados a isso. Momento de beber até cair, porque nessa época do ano pode, como se não fizesse isso todo o santo final de semana!
O Natal se transformou em um teatro de máscaras, onde quem sabe durante umas quatro ou cinco horas você finge que aprecia e os outros fingem que prestam atenção.

Cadê o espírito natalino Regina?
Está nas minhas lembranças de infância, quando o mundo era menos hipócrita, quando ajudar o menos favorecido era uma obrigação diária e não um cartão anônimo de uma árvore de Natal com um presente que nem sei para quem foi.
Era o momento de celebrar o nascimento do Cristo, mesmo que eu não entendesse quem o Cristo era, mas devia de ser um cara legal porque mandava todo ano um empregado dele, engraçado, de voz rouca e vestido de vermelho, me entregar uma lembrancinha simples, mas sincera, de coração.

Lamento por aqueles que perderam essa lembrança, e lamento mais ainda por àqueles que nunca a tiveram.

O mundo está cada vez mais sinistro, mais radical, mais feio. Devemos respeitar pura e simplesmente, quem gosta e quem não gosta, quem tem e quem não tem o espírito de Natal.
Tão simples, e tão esquecido.

Essa é minha opinião.
Abraço surtado,
Regina


P.S.: Para quem esperava que estávamos fora do ar ad eternum, comunico que estou voltando; algumas mudanças foram feitas, tipo apenas EU agora, ou seja, é o BLOG do EU sozinha!!! Portanto, nem sempre será possível colocar textos ou matérias diárias, mas vamos voltar ao normal com a maior brevidade possível. Quanto aos comentários, vou desativar o atual, e colocar no blog um ligado ao FACEBOOK, ou alguma outras rede social, onde apenas eu possa mexer e controlar. Sim, sou uma ditadora. Na realidade, é a única forma de ter acesso direto ao que está sendo dito e escrito em tempo real (sem estar necessariamente dentro da página das SURTADAS) e poder fazer uma filtragem. Porque nesse ponto, o BLOG continua igual: Não gostou? Cai fora!
Ninguém é obrigado a nada, nem eu...